SONHANDO EM COMPRAR UM APARTAMENTO? FIQUE LIGADO NESTAS DICAS!


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Ter um imóvel para chamar de seu talvez seja o sonho da maioria dos brasileiros. A fim de contribuir para uma aquisição segura desse bem, resolvi listar cinco pontos a serem considerados na hora de adquirir um apartamento. Não tenho a pretensão de esgotar o assunto e foquei em apartamento por ser um tipo de edificação com maiores chances de transtornos. Vamos a eles!

1 - Posição do sol: Ninguém merece dormir em um quarto quente só porque o sol bateu na janela o dia inteiro. Prefira imóveis cuja incidência do sol da tarde seja na sala ou na área de serviço/cozinha. Afinal, você passa mais tempo no quarto do que nesses outros ambientes.

Aviso para os desatentos: é claro que a disposição dos cômodos também influencia. Vai que a sala é colada nos quartos e você se empolga com a “luz da tarde na sala”. Use o Google Maps para verificar a posição do prédio em relação ao sol, caso o proprietário não tenha essa informação.


2 - Apartamento térreo: Se você preza por privacidade, esqueça o apartamento térreo. É dor de cabeça na certa. Além disso, já viu aqueles prédios em que o térreo tem um “quintalzinho”. Pois bem, ele será constantemente lavado e, ainda assim, você terá vizinhos “camaradas” transformando seu espaço em lixeira. E não adianta reclamar com o síndico: se não for possível identificar, por câmeras, quem jogou o lixo, esqueça. Você vai se estressar com o síndico e, por birra, a vizinhança continuará jogando lixo ali.


3 - Último andar: Você vai virar especialista em manutenção predial. Infelizmente, muitos condomínios negligenciam esse tipo de cuidado — e isso é fato. Aí você está tranquilo em casa e percebe uma mancha preta “sem vergonha” no teto. Vai lavar com água sanitária, o problema some… até a próxima chuva.

Aciona o síndico, que chama o zelador, que olha e solta um “chefia, só com a síndica mesmo". Você volta ao síndico, que começa com a ladainha “não tem dinheiro em caixa, tem que esperar assembleia…”. Quer morar em andar alto? Pule o último. Se der infiltração no teto, a responsabilidade, a princípio, será do vizinho de cima.

Aviso para os desatentos: o condomínio é obrigado a arcar com os custos de manutenção nas áreas comuns. A questão toda está relacionada ao transtorno desde a detecção do problema até a sua solução. Em uma casa, o próprio morador providencia a manutenção, enquanto no condomínio será necessário passar por assembleia para escolher a empresa responsável pela resolução do problema. Com isso, haverá aquele vizinho mais "econômico" que criará dificuldades, já que haverá a implantação de taxa extra. Enquanto o serviço não é finalizado, você terá os transtornos dentro do seu imóvel.


4 - Acima do pilotis (primeiro andar): Prédios com vão livre sob a edificação (pilotis) podem ser problemáticos — especialmente se houver área de lazer para crianças. É barulho o dia inteiro. Já vi prédio em que parte do pilotis era um fumódromo. Jesus! E o pior: ficava abaixo da linha dos quartos. Imagine você querendo dormir com a janela aberta e o cheiro de cigarro invadindo o quarto.

Além disso, dependendo do projeto, o primeiro andar parece até térreo, pois a área comum é elevada. Há ainda o risco de infiltrações no seu apartamento que afetem áreas comuns. Já fiscalizei imóvel em que a infiltração arrebentou quase todo o gesso da área comum. Pensou no síndico cobrando você, porque o acesso ao bloco foi interditado por conta do seu apartamento?

Que beleza, hein?! 😅


5 - Prédio sem elevador ou região com queda recorrente de energia: O cidadão está todo feliz que vai assistir ao jogo do Mengão. Vai ao mercado, compra tudo o que tem direito. Chega ao prédio entulhado de sacolas e precisa subir diversos lances de escada, porque faltou luz e não tem gerador. Ou pior: o prédio nem elevador tem e ele mora nos últimos andares. Fique atento: se o prédio não tem elevador, escolha unidades no segundo ou, no máximo, até o quarto andar.

Um exemplo prático fica em Brasília, onde há determinados prédios funcionais que não possuem elevadores. Tente imaginar uma gestante subindo e descendo escadas todo santo dia. Loucura!


Por fim, esta publicação visa somente destacar alguns pontos relevantes na hora de escolher um apartamento, não significando que acontecerá o que foi tratado. Descrevi situações que já presenciei ao longo de doze anos inserido no meio de imóveis funcionais.

Para o item dois, a síndica do condomínio em que morei enviou fotos, no grupo do condomínio, de restos de frango que foram arremessados pela janela. Parece normal isso?

No item três, vi morador perder os guarda-roupas embutidos devido a um problema no escoamento de água da laje. A água escorria para um lado, enquanto o caimento estava para o outro, e as empresas que vistoriaram a laje não identificaram o problema, aplicando somente impermeabilizante no entorno dos ralos abacaxi.

Enfim, escolher um apartamento para morar requer um planejamento minucioso, uma vez que o futuro proprietário, além dos custos para aquisição do bem e dos impostos, deverá ter uma reserva específica para essas situações que fogem ao controle. Cobrar providências do síndico para que se tenha um programa de manutenção predial pode contribuir para atenuar problemas que só incomodarão depois de já terem estourado.

Desejo-te sucessos nessa decisão!

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